🇵🇹 Sales Account Executive aprovado em Portugal

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Globaw Career

Como conseguir emprego em Portugal sendo brasileiro na área de Vendas

Luiz tem 28 anos, é baiano, formado em Gestão Ambiental pela UnB e trabalha com vendas porque foi lá que encontrou seu estado de flow. Ele também é faixa-preta de taekwondo e chegou a integrar a seleção brasileira juvenil. Quando começou a mentoria com a Globaw, tinha tudo dando certo na carreira. Emprego estável, reconhecimento da liderança, crescimento. E foi exatamente por isso que ele decidiu internacionalizar.

Um ano depois, Luiz estava prestes a embarcar para Portugal com o contrato de Sales Account Executive assinado, uma oferta de empresa que ele mesmo escolheu entre outras três ou quatro que chegaram ao mesmo tempo. No processo, recebeu convites para entrevistar na Mastercard, Uber, Bolt, Western Union e GoFluent. Chegou a declinar processos com empresas como a Uber porque, naquele ponto, já tinha escolhido onde queria estar.

Esse artigo conta como foi o caminho para conseguir emprego em Portugal, a partir da história real de quem passou por ele.


A decisão que veio do melhor momento, não do desespero

Uma das coisas que Luiz deixou claro logo no início da conversa é que a decisão de internacionalizar a carreira não veio de insatisfação ou de fuga. “A tomada de decisão veio no meu melhor momento profissional, no meu melhor momento pessoal”, ele disse.

Isso importa porque existe uma suposição comum de que quem busca emprego fora do Brasil está em algum momento de instabilidade, seja no emprego, no país ou na vida. Mas o caso do Luiz é diferente, e muitos outros profissionais que passaram pela Globaw são assim também. Bons profissionais, em boas empresas, com trajetórias sólidas, que chegam num ponto em que percebem que a vida que imaginaram não acontece automaticamente, precisa de escolha ativa.

A pergunta que Luiz trouxe foi prática: por que não agora, quando tenho estrutura para fazer isso bem feito? A resposta que ele encontrou é que esperar o “momento certo” muitas vezes significa esperar um momento que nunca chega.

Esse ponto é relevante para quem está avaliando se vale a pena buscar emprego em Portugal ou em outro país estando bem no Brasil. A resposta não é baseada em desespero, é baseada em clareza de onde você quer estar daqui a alguns anos.


O que não estava funcionando antes da estratégia certa

Quando Luiz chegou à Globaw, já vinha de outra experiência de suporte à internacionalização. Tinha perfil bom, currículo sólido, experiência internacional de verdade, período vivendo em Portugal e atuação em empresa na Ucrânia. E mesmo assim, as entrevistas não vinham.

“Seu perfil é muito bom, muito forte. Não tem como dar errado”, ele ouvia, mas as entrevistas continuavam não aparecendo.

O problema não estava no perfil. Estava na estratégia, especificamente em dois pontos: falta de clareza sobre o país-alvo e abordagem de aplicação muito dispersa. Luiz chegou ao processo com um top 3 ou top 4 de países possíveis, sem definição real. E aplicava para vagas tentando cobrir o máximo de terreno possível, o que é o oposto do que funciona para o mercado internacional.

Quando esses dois pontos foram ajustados dentro da mentoria, o resultado foi diferente. Não de um dia para outro, mas de forma estruturada, como ele mesmo descreveu: “foi um efeito bola de neve, a gente foi ajustando um ponto, ajustando outro ponto.”

A experiência de Luiz deixa um aprendizado claro para quem está tentando conseguir emprego em Portugal sendo brasileiro: esforço sem direção não gera resultado. Distribuir aplicações sem foco em país, cargo e empresa-alvo é uma das razões mais comuns pelas quais profissionais qualificados ficam meses sem retorno.


A virada: quando foco e ajuste estratégico mudaram o resultado

O processo de internacionalização da Globaw funciona com uma estratégia desenhada para o perfil específico de cada pessoa. No caso do Luiz, a estratégia passou por ajustes ao longo do processo, mais de uma vez, até chegar num ponto que destravou a progressão.

O primeiro ajuste foi fechar Portugal como destino único e, a partir daí, reposicionar como ele aparecia para recrutadores daquele mercado específico. A partir disso, as entrevistas começaram a chegar, e não eram de empresas medianas: Mastercard, Uber, Bolt, GoFluent, Western Union, empresas que muitos profissionais brasileiros sequer consideram no radar quando estão começando a internacionalizar.

Luiz aplicou ao processo o mesmo raciocínio que usa nas vendas: funil. Ele montou uma planilha com todos os processos, acompanhou as taxas de conversão em cada etapa e ajustou onde havia perda. Quando a taxa de avançar para entrevistas finais estava abaixo do esperado, o ajuste não foi na aplicação, foi na apresentação e na argumentação durante as entrevistas.

“O negócio virou”, como ele disse. Em algumas semanas, saiu de zero retornos para ter três ou quatro possibilidades simultâneas na mesa, precisando declinar processos porque não tinha mais capacidade de acompanhar todos.

Esse é um dado importante para quem quer entender como funciona o processo na prática. A aprovação do Luiz não foi resultado de sorte ou de ter o melhor currículo do mercado, mas de encontrar a estratégia correta para o seu perfil e executar com consistência ao longo de meses.


Entrevistas com Mastercard, Uber e Bolt: o que aconteceu de verdade

Um dos pontos que mais surpreende em processos de internacionalização bem-sucedidos é perceber que as empresas grandes não são necessariamente mais difíceis de acessar do que as menores. O que muda é o processo de seleção e o nível de preparo necessário para avançar em cada etapa.

No caso do Luiz, ser chamado para processos em empresas do porte de Mastercard e Uber não foi o resultado final, foi parte do caminho. Ele avançou, passou por etapas, aprendeu o formato de cada processo e calibrou o que precisava calibrar.

Quando a oferta certa chegou, de uma empresa que fazia sentido para o perfil que ele queria construir em Portugal, ele já tinha repertório suficiente para avaliar bem e decidir com segurança. E o Uber, que qualquer profissional de vendas consideraria uma empresa de destaque, foi declinado porque ele já tinha escolhido.

Isso representa uma mudança significativa na posição do profissional no mercado. No início do processo, a lógica era “preciso de qualquer entrevista”. No final, era “eu escolho qual processo vou dar continuidade.”

Para quem está tentando conseguir emprego em Portugal ou em qualquer outro país europeu, esse patamar é alcançável quando há processo por trás, não apenas candidaturas espalhadas sem critério.


O que a Karen teve a ver com tudo isso

Luiz mencionou a parceira, Karen, em vários momentos da conversa. Ela estará em Portugal junto com ele, onde fará um mestrado. E ela foi parte ativa da estratégia ao longo do processo.

O contexto é prático: a rotina de trabalho do Luiz era intensa. O tempo disponível para se dedicar à internacionalização era o mesmo tempo que ele deveria usar para descansar ou fazer atividades físicas. Nos finais de semana em que ele ficava aplicando, estudando e participando de processos, a Karen estava do lado.

“Foi um plano quase que um crime perfeito”, ele disse. Os dois construíram o plano juntos, acompanharam cada etapa e celebraram cada avanço. Quando os momentos difíceis chegaram, eles voltavam ao que tinham definido como objetivo e seguiam.

Isso não é um detalhe sentimental, é um dado operacional. Processos de internacionalização que levam meses exigem consistência em momentos em que a motivação sozinha não sustenta, e ter alguém que entende o que está em jogo e está junto no processo muda o resultado de forma concreta.

Para profissionais que estão considerando iniciar esse caminho, a pergunta relevante não é só “estou pronto para isso?”, mas também “tenho o suporte necessário para atravessar os meses mais difíceis?”


O que Luiz aprendeu sobre o processo de conseguir emprego em Portugal

Ao final da conversa com a Bianca, Luiz falou sobre o que aprendeu na prática. A síntese não foi teórica, veio de quem viveu o processo.

O aprendizado mais importante, segundo ele, foi que clareza de objetivo vale mais do que volume de tentativas. Ter um país definido, um cargo específico e empresas-alvo identificadas é o que permite construir uma estratégia que funciona. Aplicar para “qualquer coisa que apareça” é uma abordagem que gera muito esforço sem direção, e o resultado reflete isso.

Sobre o acompanhamento especializado, Luiz foi direto: ele acredita que chegaria no resultado sem a mentoria, mas teria levado muito mais tempo. “Apanharia muito mais para perceber algumas coisas que a gente, em algumas conversas pontuais, você me mostrou: olha, acho que é por aqui.” A diferença não foi capacidade, foi velocidade e precisão no ajuste.

O terceiro ponto que ele trouxe foi sobre planejamento de longo prazo. Ele construiu o processo com um horizonte de um a dois anos, com planos de contingência incluídos, e não abandonou a estratégia nos meses em que os resultados ainda não apareciam. Essa capacidade de sustentar o esforço sem retorno visível no curto prazo foi, segundo ele, um dos fatores que diferenciaram o resultado. O processo durou um ano, não foi linear e exigiu ajustes de rota, mas o destino foi o que ele tinha planejado.


Perguntas frequentes sobre emprego em Portugal para brasileiros


Quanto tempo leva para conseguir emprego em Portugal sendo brasileiro?
O tempo varia bastante conforme o perfil, a área e a estratégia usada. Casos bem-sucedidos com a Globaw levam em média de 3 meses a 1 ano. O caso do Luiz durou 1 ano, com ajustes de estratégia ao longo do caminho. Profissionais de áreas com alta demanda, como tecnologia e vendas, costumam ter processos mais curtos quando a estratégia está alinhada.


Quais empresas contratam brasileiros em Portugal na área de vendas?
Empresas multinacionais com operações em Portugal contratam profissionais brasileiros regularmente, especialmente para funções de vendas voltadas ao mercado de língua portuguesa ou latino-americano. Durante o processo do Luiz, ele recebeu convites de empresas como Mastercard, Uber, Bolt, GoFluent e Western Union. O que determina o acesso a essas empresas não é a nacionalidade, mas o posicionamento do profissional no mercado.


É necessário já ter morado em Portugal para conseguir emprego lá?
Não. Ter experiência anterior no país pode ajudar na adaptação, mas não é um critério de seleção na maioria dos processos. O que os recrutadores avaliam é o perfil profissional, a capacidade de comunicação em inglês ou português europeu conforme a vaga, e o fit com a função. Luiz já havia morado em Portugal durante a graduação, mas isso não foi o fator determinante para a aprovação.


Quanto custa morar em Portugal comparado ao Brasil?
O custo de vida em Portugal, especialmente em Lisboa e Porto, cresceu nos últimos anos. O salário oferecido em euros para profissionais qualificados tende a ser mais alto em termos de poder de compra do que o equivalente em reais no Brasil, mas isso varia conforme o cargo, a empresa e o momento do câmbio. A avaliação financeira deve considerar o salário líquido, o custo de moradia e o perfil de vida que o profissional quer ter no país.


Conclusão

O que o caso do Luiz mostra, acima de tudo, é que profissionais qualificados não estão sendo reprovados pelo mercado internacional, estão chegando a ele sem a estratégia certa. A diferença entre ficar meses aplicando sem retorno e ter três ofertas na mesa ao mesmo tempo não está no currículo, está em como o processo é conduzido.

Se você está pensando em buscar emprego em Portugal e quer entender se o seu perfil está preparado para esse processo, a Globaw trabalha com profissionais brasileiros experientes que querem fazer essa transição de forma estruturada. Entre em contato para uma avaliação do seu perfil.

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