Em 30 dias, Isa saiu de “tenho vontade de internacionalizar” para “acabei de receber minha oferta”.
Ela mora em Florianópolis, tem 30 anos e uma década de carreira em tecnologia. Quando entrou na mentoria da Globaw, ainda estava trabalhando como Product Manager no Brasil. Um mês depois, estava sendo contratada por uma empresa americana para trabalhar de casa, com salário quatro vezes maior do que recebia.
Não foi sorte. Foi método, um LinkedIn bem posicionado e a decisão de parar de tentar sozinha.
A carreira que Isa construiu antes de buscar trabalho remoto nos EUA
Isa se formou em design, mas ao longo dos anos percebeu que sua veia generalista falava mais alto do que o caminho especialista que estava tomando. Trabalhou com pesquisa de usuário, chegou a liderar um time do zero, e foi migrando gradualmente para produto. Nos dois ou três anos antes da mentoria, estava cada vez mais focada em estratégia de produto, olhando a visão do negócio.
Dez anos em tecnologia. Passagens por startups e empresas grandes. Um inglês avançado desenvolvido ainda na faculdade, durante um intercâmbio na Califórnia. No papel, o perfil era sólido.
O que faltava não era experiência. Era saber como esse perfil sólido se tornava visÃvel para o mercado internacional.
Por que tentar sozinha não funcionava
Antes da Globaw, Isa já havia “tentado” internacionalizar. Mas ela mesma descreveu a tentativa com precisão: “Acho até sacanagem falar que eu tinha tentado. O que eu fazia era traduzir o meu currÃculo para o inglês e mandar aleatoriamente.”
Nenhum retorno. Nenhuma entrevista. Só mensagens automáticas.
Essa é uma experiência comum entre profissionais qualificados. A suposição é que o processo internacional funciona igual ao brasileiro, só que em inglês. Então a pessoa adapta o currÃculo, aplica para vagas no LinkedIn e espera. O problema é que sem entender como o mercado internacional avalia um perfil, como os recrutadores fazem buscas e o que diferencia um candidato que recebe resposta de outro que não recebe, a aplicação pode ser bem-feita e ainda assim invisÃvel. É possÃvel aprender essas regras sem método, mas o caminho é muito mais lento e frustrante do que precisa ser.
O que a mentoria fez que Isa não conseguia fazer sozinha
Isa entrou na mentoria da Globaw após ver um anúncio no Instagram. Ela mesma admite que não sabia muito bem onde estava pisando. “Não tinha noção da complexidade que era”, disse ela durante o GlobawCast.
O que a surpreendeu não foi o conteúdo em si, mas o ângulo. A mentoria não começa pelo currÃculo. Começa pelo olhar sobre a própria carreira. “Para mim, é além da internacionalização. É uma forma diferente de tu olhar a tua carreira. Uma forma que eu nunca tinha olhado.”
Esse processo passa por entender o que você construiu ao longo dos anos, como articular isso em inglês, o que o mercado internacional valoriza e como montar um LinkedIn que funcione como canal de atração, não como repositório de histórico profissional. Isa passou a maior parte das primeiras semanas nessa etapa: revisitando a própria trajetória e reescrevendo o que ela representava para o mercado.
Os 30 dias que mudaram a trajetória de Isa
A mentoria fechou. O LinkedIn foi reestruturado. Uma semana depois, Isa recebeu uma mensagem.
O diretor de tecnologia de uma empresa americana entrou em contato com ela direto pelo LinkedIn. Gostou do perfil. Quis conversar.
Nos cinco dias entre o primeiro contato e a primeira entrevista, Isa estudou, treinou e se preparou: a linguagem técnica de produto em inglês, a forma de contar a própria história em outro idioma, o vocabulário especÃfico que o mercado americano usa.
“No meio da conversa com eles, eu parei para pensar e falei: meu Deus, se eu não virar a chave e me sair muito bem aqui, só depende de mim.” Foram duas conversas e uma proposta. Sem aplicação em massa, sem processo longo, sem currÃculo enviado a ninguém. O
LinkedIn a encontrou antes que ela precisasse buscar qualquer coisa.
O resultado: salário quatro vezes maior trabalhando de Florianópolis
A oferta chegou com um salário quatro vezes maior do que ela recebia no Brasil. Isa faz questão de contextualizar: não estava mal remunerada antes. Estava na média do mercado brasileiro para a sua senioridade e cargo.
“Quatro vezes fazendo a mesma coisa, tendo a mesma senioridade. Não estou indo para um passo a mais. Não fui para um cargo de liderança. E mesmo assim, multiplicou por quatro.”
O primeiro pagamento foi referente a meio mês, porque ela começou no final de abril. Esse meio mês já superou o que ela ganhava no mês inteiro anterior.
A empresa é americana, mas já tem 30 brasileiros na equipe e uma estrutura consolidada para contratar remotamente. Para Isa, isso pesou na decisão de aceitar aquela proposta sem continuar buscando outras: conseguiu trabalho remoto nos EUA sem abrir mão de morar em Florianópolis.
O que Isa diria para quem está em dúvida
Quando a pergunta chegou, ela foi direta: “Sinceramente, não tem nada a perder. É só ganho. Se não consegui em um mês, consegui em três. Se não consegui em três, consegui em seis. É no teu tempo. Mas começa.”
Ela também trouxe um ponto que poucas pessoas mencionam: o processo de internacionalização mudou como ela entende a própria carreira dentro do Brasil. “Me preparar para fora fez perceber que eu estava muito mal preparada, inclusive para dentro do paÃs.”
Sobre o investimento, ela calculou em voz alta: em um mês de trabalho, ela recuperou o valor da mentoria com sobra.
Perguntas frequentes
Quanto tempo leva para conseguir trabalho remoto nos EUA com a Globaw?
O tempo varia de acordo com o perfil, a área e o momento do mercado. Casos como o da Isa mostram que é possÃvel receber uma proposta em 30 dias, mas o processo pode levar de 1 a 6 meses. O que a Globaw estrutura é o posicionamento, o LinkedIn e a preparação para entrevistas, de forma que quando a oportunidade aparece, o profissional esteja pronto para aproveitá-la.
Preciso falar inglês fluente para trabalhar remotamente para uma empresa americana?
Inglês avançado é necessário para trabalhar com uma equipe americana no dia a dia. Isa já tinha o idioma desenvolvido antes da mentoria. O que a preparação adiciona é o vocabulário técnico em inglês, a confiança para conduzir entrevistas e a forma de contar a história profissional de maneira que faça sentido para o mercado internacional.
O LinkedIn realmente atrai recrutadores internacionais?
Sim. No caso da Isa, o próprio diretor de tecnologia da empresa a encontrou pelo LinkedIn após a reestruturação do perfil durante a mentoria. O LinkedIn funciona como canal de atração quando o perfil está posicionado para o mercado internacional, com as palavras-chave certas, a narrativa adequada e a visibilidade ajustada para recrutadores globais.
Como funciona a remuneração de quem trabalha remoto para os EUA morando no Brasil?
Profissionais contratados remotamente por empresas americanas geralmente recebem em dólar ou têm a remuneração convertida, dependendo do modelo de contratação. Empresas com estrutura consolidada para contratar no Brasil já têm processos definidos para isso, incluindo flexibilidade sobre como e onde o salário é recebido.
Próximo passo
A história da Isa não é sobre sorte. É sobre o que acontece quando uma profissional qualificada para de tentar sem método e começa a construir o processo certo.
Dez anos de carreira, inglês avançado e experiência real em produto estavam lá. O que faltava era saber como apresentar tudo isso para um mercado que ainda não sabia que ela existia. Em 30 dias, o mercado soube.
Se você tem carreira consolidada, fala inglês e está pensando em conseguir trabalho remoto nos EUA ou em outro paÃs, a Globaw pode te ajudar a estruturar esse processo. Conheça a mentoria e entenda como funciona
